Efemeridade
Criança,
inocente, sonhava com fadas,
com reis e rainhas,
com príncipes de contos encantados.
Adolescente,
via nos amigos espelhos de si,
pais eram muralhas,
barreiras de uma liberdade desejada.
Jovem,
sentia-se dono do mundo,
da própria vida,
sem medo de horizontes.
Adulto,
aprendeu a cautela,
a medir passos,
a conviver com o peso da realidade.
Velhice,
é a soma de tudo,
memória e silêncio,
sabedoria e ternura.
Não fim,
mas efemeridade da vida.
Sidney da Silva Chaves
Enviado por Sidney da Silva Chaves em 29/09/2026